O finals day da etapa da WSL em Saquarema foi decepcionante para a Brazilian Storm. Na expectativa de assistir a uma decisão 100% brasileira no Rio de Janeiro neste domingo (29), a torcida que lotou a praia viu uma dupla norte-americana frustrar os planos. O título foi vencido por Cole Houshmand na bateria contra o compatriota Griffin Colapinto. Pela primeira vez desde 2016, o chaveamento masculino foi concluído sem título de um atleta brasileiro.
Nas semifinais, Cole Houshmand eliminou Miguel Pupo e encerrou uma sequência incrível da Brazilian Storm. Desde 2017, ano em que a WSL transferiu a sede da etapa brasileira do CT para Saquarema, somente surfistas brasileiros levantaram o troféu do evento carioca, histórico que não foi cumprido em 2025. A segunda bateria da fase semifinal foi vencida por Griffin Colapinto contra o australiano Ethan Ewing.
No embate decisivo, Houshmand conquistou uma nota 9.40 e encaminhou o título. Griffin, por sua vez, tentou correr atrás em manobras aéreas, mas foi com um surfe de borda que ele se aproximou, recebendo a nota 8.23. Cole passou a maior parte da bateria procurando uma segunda manobra efetiva para combinar com o resultado potente. O jovem norte-americano ainda recebeu 7.50, descartou 7.17 e definiu o resultado. Com o resultado, Cole Houshmand venceu o primeiro evento no ano e encostou no top 10. Griffin Colapinto bateu na trave para entrar no top 5 e precisa de dois bons resultados em J-Bay e Teahupo’o para se classificar ao finals.
O Brasil só tem um título feminino em etapas do Circuito Mundial de surfe disputadas no país. Andréa Lopes foi campeã na Barra da Tijuca, em 1999, quando competiu como convidada. Neste domingo (29), por pouco, o segundo troféu não chegou. Luana Silva alcançou a final de Saquarema pela primeira vez, mas acabou superada por Molly Picklum, nova líder do ranking mundial. A australiana dominou a bateria e venceu por 15.00 a 9.23. O troféu masculino ficou com o americano Cole Houshmand, o primeiro estrangeiro a vencer na cidade fluminense desde 2002. Ele levou a melhor diante de Griffin Colapinto, também dos EUA, por 16.90 a 14.40.
Luana é a única representante do Brasil na disputa feminina da WSL. Tatiana Weston-Webb, que também participava do campeonato, abriu mão da temporada para cuidar da saúde mental (apesar de ter competido em Saquarema como convidada).
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Luana Silva celebra segunda colocação em Saquarema — Foto: Alexandre Durão
Entre os homens, o americano Cole Houshmand se tornou o primeiro estrangeiro a conquistar um título da elite em Saquarema desde 2002 (quando o australiano Taj Burrow alcançou o feito). Ao todo, a cidade fluminense já recebeu o Circuito Mundial de surfe sete vezes, e brasileiros tinham se sagrado campeões nas últimas seis oportunidades: Filipe Toledo foi tri, em 2018, 2019 e 2022; Adriano de Souza venceu em 2017; Yago Dora levantou o caneco em 2023; e Italo Ferreira fechou a sequência no ano passado. Miguel Pupo chegou às semifinais em 2025, mas caiu para Houshmand.
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Cole Houshmand com o troféu de campeão em Saquarema — Foto: Alexandre Durão













