Há 60 anos, falar sobre prevenção do suicídio era algo muito mais complexo do que
atualmente, pois os tabus e preconceitos existentes eram maiores e mais difíceis de
serem rompidos. Foi nesse ambiente que nasceu o CVV, serviço gratuito de prevenção
do suicídio e apoio emocional.
Daquela época até hoje, muita coisa mudou facilitando a conversa aberta sobre o
assunto, com destaque à criação do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e do
Setembro Amarelo. São momentos especiais para lembrar à sociedade a relevância do
assunto e a importância de se tratar o tema com transparência e seriedade e, com isso,
trabalhar para se reduzir a triste estatística que aponta que a cada 45 minutos um
brasileiro tira a própria vida.
Neste ano, o CVV vai concentrar seus esforços junto à comunidade com palestras,
rodas de conversa e informações sobre os cuidados com a saúde emocional e a
importância de se falar sobre sentimentos, conversar com pessoas próximas e, se
necessário, procurar ajuda profissional.
Na sua trajetória de 60 anos, mais de 40 milhões de atendimentos sigilosos foram
realizados pelo CVV, sempre de maneira acolhedora e sem julgamentos. “Nossa história
prova que o assunto é relevante e sempre atual”, comenta Carlos Correia, voluntário do
CVV.
“Nascemos quando a forma de comunicação mais eficiente era o telefone e hoje
temos mídias sociais; passamos por diferentes momentos políticos, econômicos e
sociais; vivemos uma pandemia; vivemos desastres naturais ou provocados pelo ser
humano e, em todas as situações, nossa essência continua a mesma e as pessoas
continuam precisando de apoio emocional e um ambiente seguro para desabafarem”,
complementa.
Com esse tema, demonstrando as principais mudanças sociais ocorridas nesses 60
anos, o CVV criou um vídeo apresentando a importância de se estar disponível para
conversas acolhedoras.
“Milhares de pessoas já foram treinadas pelo CVV e atuaram ou atuam como voluntários
nesses atendimentos, pois sempre fomos e continuamos sendo formados
exclusivamente por pessoas voluntárias. Gente como a gente, que tem sentimentos e
emoções e se coloca em posição de compreender o momento de outra pessoa, sem
querer dar conselhos ou fazer críticas”, explica Carlos.
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