Ação da Polícia Civil de Santa Catarina no Ceará cumpre 15 mandados judiciais; cinco pessoas foram presas até o momento
Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu 15 mandados judiciais contra um grupo investigado por aplicar o chamado golpe do falso advogado. Até o momento, cinco pessoas foram presas.
Batizada de Operação Fortaleza, a ação é realizada com apoio da Polícia Civil do Ceará e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. As diligências seguem em andamento.
Segundo a investigação, os suspeitos integrariam uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas. O grupo é investigado por utilizar informações de processos judiciais para entrar em contato com vítimas e se passar por advogados ou representantes de escritórios de advocacia.
Como funciona o golpe
No golpe do falso advogado, criminosos costumam procurar pessoas que possuem ações judiciais em andamento e informam, por telefone ou aplicativos de mensagens, que valores estariam liberados para saque ou pagamento.
Para receber o suposto montante, as vítimas são induzidas a realizar transferências bancárias, pagamentos de taxas inexistentes ou fornecer dados pessoais e bancários.
O esquema tem sido registrado em diversos estados brasileiros e tem como alvo principalmente pessoas que aguardam decisões judiciais ou recebimento de indenizações, precatórios e outros créditos.
Investigação envolve Santa Catarina e Ceará
As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina, que identificou indícios da atuação do grupo criminoso a partir de vítimas catarinenses.
Com o avanço das apurações, os investigadores chegaram a suspeitos localizados no Ceará, o que motivou a operação interestadual.
Além das prisões, os mandados judiciais incluem medidas para coleta de provas e aprofundamento das investigações sobre a estrutura financeira e operacional da organização.
Até a última atualização divulgada pela Polícia Civil, cinco pessoas haviam sido presas. O balanço final da operação deverá ser divulgado após a conclusão das diligências.
A Polícia Civil ainda não informou quantas vítimas foram identificadas nem os valores movimentados pelo grupo investigado.













