A Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) expressou séria preocupação diante da recente decisão do Governo Federal em emitir uma Medida Provisória revogando a lei que prorrogava a desoneração da folha de pagamento até dezembro de 2027. Esta medida foi promulgada na quinta-feira pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e tem gerado inquietação entre os setores empresariais representados pela ACIJ.
De acordo com a entidade, a reintegração dos setores à tributação sobre a folha de pagamento acarretará um impacto significativo nos custos operacionais das empresas. Esse efeito pode desencadear uma diminuição acentuada na competitividade das organizações e até mesmo resultar na redução de postos de trabalho.
A entidade alerta para a possibilidade de um cenário de instabilidade política e incerteza econômica, apontando dois pontos críticos: primeiro, o conflito gerado entre os Poderes, já que a medida executiva anula uma decisão anteriormente tomada pelo Congresso; segundo, a falta de ações concretas para controlar e reduzir os gastos públicos.
Esta decisão, segundo a ACIJ, poderá não apenas impactar negativamente as empresas, mas também comprometer a manutenção e a geração de empregos na região. A associação ressalta a importância de políticas que estimulem o ambiente de negócios e promovam a estabilidade econômica para garantir o crescimento e desenvolvimento sustentável das empresas e do mercado de trabalho local.
Confira o comunicado na íntegra:
A ACIJ (Associação Empresarial de Joinville) manifesta preocupação com a decisão do Governo Federal de baixar Medida Provisória que revoga lei que renovava a prorrogação da desoneração da folha de pegamento até dezembro de 2027, promulgada na quinta-feira pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
A ACIJ entende que os setores reonerados sofrerão forte impacto sobre o custo da folha de pagamento, cujos efeitos poderão se refletir em diminuição da competitividade das empresas e redução de postos de trabalho.
A entidade que representa 1.840 empresas que geram 70% dos quase 230 mil empregos formais de Joinville assinala ainda apreensão com outros dois pontos com potencial para gerar um cenário de instabilidade política e de insegurança econômica: 1) o desconforto gerado entre os Poderes, uma vez que a medida do Executivo sobrepõe decisão anterior do Congresso: e 2) a falta de ações efetivas de controle e reduções de gastos da despesa pública.
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