Empresário e produtor cultural Fábio Martins assume a centenária entidade joinvilense no lugar do advogado Álvaro Cauduro
A solenidade da noite da quarta-feira (28) iniciou uma nova era na centenária história da Sociedade Harmonia-Lyra. Ela marcou a despedida da presidência da entidade, após doze anos, do advogado Álvaro Cauduro, que transmitiu o cargo para o empresário e produtor cultural Fábio Martins. A cerimônia de posse, para convidados, celebrou as conquistas da gestão anterior e abriu as portas para um novo e vitorioso ciclo da mais antiga e importante instituição cultural de Joinville.
Fábio Martins assume o comando da Harmonia-Lyra como um dos nomes mais atuantes da cultura joinvilense. Ele é diretor executivo do Instituto Arte Maior, presidente do Núcleo da Indústria Cultural (NIC) da ACIJ, produtor do Festival de Corais e do Sakura Joinville e responsável pelas produções de Natal da Harmonia-Lyra.
Martins enaltece a Lyra como berço de um ecossistema promotor da cultura, da política, da economia, dona de uma história e de um impacto gigante que atravessa as décadas para, aos 166 anos, ser a mais antiga instituição cultural privada do Brasil. E, ainda, muito atuante. “O dr. Álvaro fez um excelente trabalho de resgate, e eu vejo como uma grande oportunidade continuar esse trabalho. Tenho muitas ideias, vejo grandes possibilidades, tenho uma ambição grande de construção cultural”, avalia Martins, que cita como desafios de sua gestão fortalecer a produção e ampliar o rol de sócios da Harmonia-Lyra.

Gestão exitosa
Em 2026, Álvaro Cauduro completou 14 anos na diretoria da Sociedade Harmonia-Lyra, sendo 12 como presidente e dois como diretor jurídico. Ele cita como um dos principais feitos de sua administração a retomada das atividades culturais da entidade, como as récitas líricas, as montagens operísticas, o Natal na Sacada, o Harmonia Jazz Festival e o festival de chorinho, entre vários outros eventos com produção própria ou em parceria.
Outro destaque foram as urgentes obras de restauro, reformas e readequações do prédio histórico. “Foram anos de pesquisa, projetos e processos de aprovação na FCC e na SECULT, hoje temos inúmeras áreas restauradas e requalificadas, tanto nas questões aparentes como na infraestrutura, elétrica e hidráulica. Mas ainda há muito por fazer”, explica Cauduro.
E, finalmente, se cumpriu a missão da recomposição do quadro social, materializada na transmissão da diretoria a uma outra pertencente a duas ou três gerações mais jovem. “Assim, depois de corrermos o risco real de perdermos este ícone da cultura em nossa cidade para os cupins, para a inoperância e para a ausência de gerações mais jovens dispostas a assumir o encargo, penso que o conjunto da obra significou a salvação da instituição e sua preservação com efetiva funcionalidade para as gerações vindouras”, completa Álvaro Cauduro.
CONTATO
Fábio Martins: (47) 99984-3327













