Comissão cobra solução para prédio abandonado dos Correios no Centro de Joinville

Imóvel está desocupado há anos, acumula problemas de conservação e voltou a ser debatido pela Comissão de Proteção Civil da Câmara de Vereadores

A Comissão de Proteção Civil da Câmara de Vereadores de Joinville voltou a discutir, nesta terça-feira, 30, alternativas para o prédio dos Correios abandonado entre a rua XV de Novembro e a avenida Dr. Albano Schulz, no Centro da cidade. A estatal foi convidada para a reunião, mas não enviou representantes e informou, por ofício, que havia conflito de agenda.

O debate foi proposto pelo vereador Ascendino Batista (PSD), que apresentou imagens recentes do imóvel. Segundo o parlamentar, o local acumula lixo, apresenta mau cheiro e tem registrado a presença de pessoas em situação de vulnerabilidade e em conflito com a lei.

“Não é justo que esse imóvel abandonado, que fica no coração da cidade, prejudique as pessoas que circulam ali e os comerciantes”, afirmou o vereador durante a reunião.

Negociações não avançaram

Desocupado há anos, o prédio foi inaugurado em 1970 e já passou por tentativas de venda sem sucesso. Avaliado em cerca de R$ 13 milhões, o imóvel chegou a ser alvo de negociações com a Prefeitura de Joinville no ano passado.

Na ocasião, o município apresentou uma proposta de R$ 6 milhões, com pagamento parcelado, mas as tratativas não avançaram.

Enquanto não há definição sobre o futuro do prédio, a falta de manutenção tem gerado preocupação entre moradores, comerciantes e autoridades municipais.

Correios foram autuados por falta de manutenção

A Secretaria de Meio Ambiente (Sama) autuou os Correios devido às condições de conservação do imóvel. A estatal recorreu da decisão e o prazo para manifestação termina em 10 de julho.

Segundo a prefeitura, os recursos arrecadados com eventual multa deverão ser destinados à manutenção do prédio. Entre as medidas previstas está o cercamento da área, serviço que ficará sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra).

Para o presidente da Comissão de Proteção Civil, vereador Mateus Batista (União Brasil), a falta de avanços demonstra desinteresse da estatal em resolver a situação.

“O município tem feito tudo o que pode, mas saiu da esfera municipal, nada avança”, afirmou.

IFSC surge como possibilidade para o imóvel

Durante a reunião, a vereadora Vanessa da Rosa (PT) defendeu que o prédio possa receber uma instituição de ensino superior.

Segundo ela, o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) manifestou interesse no imóvel em contatos realizados no ano passado. No entanto, a instituição não possui recursos para adquirir e reformar o espaço.

De acordo com a parlamentar, uma eventual compra com recursos do Ministério da Educação dependeria da transformação da unidade do IFSC em um campus avançado.

Sem definição sobre a destinação do imóvel, a comissão pretende manter o tema em discussão e buscar novos encaminhamentos junto aos Correios e aos órgãos envolvidos.

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