O anúncio da construção do Theatro Nicodemus foi feito pelo ainda prefeito Adriano Silva, pouco antes de transmitir o cargo para Rejane Gambin, em ato realizado na Expoville.
Coube ao secretário de Planejamento, Marcel Virmond, detalhar o projeto.
O Theatro Nicodemus vai ser seguido onde funcionava o Cine Palácio, em prédio abandonado há anos. Os recursos para as necessárias desapropriações foram obtidos junto ao governo do Estado.
O investimento no moderno Theatro Nicodemus está orçado em R$ 93 milhões. O local terá 7127 metros quadrados de área construída e capacidade para 1200 pessoas. A área de palco vai ter 340 metros quadrados e fosso de orquestra para até 60 músicos.
O edital para o projeto foi assinado.
É um olhar para o futuro. Afinal, uma Joinville contemporânea exige um teatro moderno capaz de refletir a relevância de suas artes e impulsionar a vida cultural

Hospital São José
Enfim, uma longa batalha começa a ser ganha pelo.municipio de Joinville. A oficialização de um acordo entre a Prefeitura e o governo do Estado de Santa Catarina também foi anunciado – momento muito aplaudido pela plateia de políticos, empresários e servidores públicos que estavam na solenidade.
Isso significa importante redução de custos da prefeitura, por conta da iminente absorção da gestão do hospital pelo Estado. O município gasta mais de R$ 300 milhões por ano para garantir o funcionamento do São José.
500 quilômetros sem pavimentação
Aliás, a partir do momento em que o Estado assumir a conta do Hospital São José, a prefeitura de Joinville poderá utilizar esse dinheiro para colocar asfalto nas ruas de chão batido.
E são meio milhão de metros nessa situação, em diversos bairros da cidade, ainda em 2026.
A agora prefeita Rejane Gambin reconhece que a ausência de pavimentação, em tão larga escala, compromete a qualidade de vida de milhares de joinvilenses moradores nas periferias.
Em entrevista, ela destacou: a melhoria da mobilidade será sua principal prioridade no comando da prefeitura, até 2028.
E aproveitou para criticar: “isso (a falta de asfalto) é resultado de mau planejamento no passado”.
Rejane também prometeu “espaços de lazer” para as pessoas e as famílias tenham vida plena”.
Rejane já assumiu a prefeitura de Joinville por 15 vezes, na ausência de Adriano, e fez questão de afirmar: “nunca telefonei para ele”.
A frase tem um propósito: colocar-se como líder própria, para a tomar suas decisões sem precisar de algum “tutor”.

Adriano quer ser governador
Adriano Silva, um empresário bem sucedido, gostou da política. Com muitas entregas feitas ao longo de seis anos de administração em Joinville, vai ser vice na chapa de Jorginho Mello ao governo do Estado nas eleições de outubro de 2026.
Na entrevista, o agora candidato a vice governador sinalizou que pode ser “o sucessor do atual governador”.
Se a dupla vencer as eleições deste ano, o ex-prefeito de Joinville terá uma missão nos próximos quatro anos, em Florianópolis: fazer o acompanhamento de projetos na Secretaria de Planejamento para que obras melhorem a vida da população catarinense.
O próprio Adriano destacou: “meu maior legado foi na área da Educação. “O nível da Educação, em Joinville, já era boa, e foi uma jóia lapidada”.
Conhecer o Estado
Em sua fala, o governador Jorginho Mello explicou porque escolheu Adriano Silva para ser seu vice: “é um prefeito jovem, preparado, realizador”.
E avisou que o Norte do Estado não é o Estado inteiro: “Adriano vai ter de conhecer Santa Catarina. Vai ter de conhecer Santiago do Sul, vai ter de conhecer Iraceminha…”
Apoio total
Num evento fundamentalmente político, ouvir o presidente da Associação Empresarial de Joinville, Guilherme Bertani, dizer, em discurso, que “Adriano Silva a ocupar qualquer papel que quiser na vida pública ou privada” dá a ideia do apoio incondicional que o empresariado dará para a chapa ao governo estadual.
E, falando diretamente para a prefeita: “estamos ao seu lado, Rejane”.
Sim. A campanha eleitoral começou pra valer.














