Exposição de Smekatz propõe imersão em arte e performance no Instituto Juarez Machado

No dia 28 de junho, sábado, a partir das 11h, no Instituto Internacional Juarez Machado, em Joinville (SC), o artista visual e performer Smekatz e Deise Oliveira, curadora da exposição individual “Campo de Forças: Corpo, Linha e Mancha”, irão estar recepcionando o público para uma visita especial guiada, uma ótima oportunidade para conhecer o processo criativo, curatorial e detalhadamente cada obra.

A exposição financiada pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (SIMDEC), da Prefeitura Municipal de Joinville. conta com mais de 30 obras, em sua maioria óleo sobre tela, desde pinturas de grandes formatos até obras menores. O artista propõe uma imersão nas camadas vitais do gesto como ato primordial de criação. Sua obra, situada no cruzamento entre pintura, performance e dança, desdobra-se como um organismo em constante metamorfose, onde o corpo não ocupa o espaço, mas o constitui, transformando tela, tempo e matéria em um campo de tensões que oscila entre permanência e dissolução.

O artista sempre teve vontade de dar corpo ao instante revelando o cerne de sua pesquisa. Suas telas, como as da série Chakras (óleo sobre linho), são vestígios de um movimento contínuo, onde a pincelada não representa, mas encarna o gesto performático. Cada obra funciona como um mapa energético, traduzindo a “instrumentalização do gesto” em camadas de tinta que respiram, torcem e condensam-se como um corpo em estado de presença.

Nas séries “Do Corpo à Cor” e “Campo, Corpo, Linha e Mancha”, Smekatz investiga a materialidade do transitório. Telas de pequeno formato operam como fragmentos de um diário íntimo, onde o óleo escorre e se fixa em registros de movimentos suspensos. Já as obras monumentais em carvão revelam a dualidade do traço, simultaneamente violento e delicado, expondo um corpo que se desfaz para se reconfigurar.

A curadora Deise Oliveira destaca a “presentificação do corpo” na obra de Smekatz: um estar-no-mundo que se faz tela, performance e memória. A exposição não é uma retrospectiva, mas um ritual em aberto, onde o público é convidado a habitar o “campo de forças”, essa zona liminar entre o gesto e seu apagamento, entre o individual e o coletivo.

Já no dia 26 de julho , sábado, às 11h, como programação paralela do 42º Festival de Dança de Joinville, Jean Smekatz fará uma intervenção artística homônima ao título da exposição, reforçando sua ligação com a dança, sendo que em 2023, o artista apresentou o aclamado projeto “Trabalho de Corpo”, com performances em locais simbólicos na cidade de Joinville como; o Museu de Arte de Joinville, Museu Nacional de Imigração e Colonização e Museu Arqueológico de Sambaqui.

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