O fim da escala de trabalho 6×1 é o principal tema Nacional e que diz respeito diretamente a questões de qualidade de vida da população.
Na semana passada, a Câmara de Deputados aprovou o projeto que acaba com essa jornada de trabalho exaustiva.
A favor da manutenção dessa jornada insana de trabalho só botaram 19 deputados. Agora, adivinhe quantos de Santa Catarina disseram NÃO ao trabalhador!
Dez dos 19 votos contrários ao fim da 6×1 foram de políticos eleitos em Santa Catarina.
Vamos aos nomes daqueles que são contra os interesses dos trabalhadores e, que ainda em 2026, querem o trabalhador sem descanso, sem lazer, sem poder se dedicar a filhos.
São eles:
Carlos Chiodini (MDB)
Carolina de Toni (PL)
Daniel Freitas (PL)
Daniela Reinerh (PL)
Fabio Schiochet (União)
Gilson Marques (Novo)
Julia Zanatta (PL)
Pezenti (MDB)
Ricardo Guidi (PL)
Zé Trovão (PL)
Eles são empresários, donos de terras, herdeiros.
E votaram nos interesses próprios.
Em outubro haverá eleições.

Ainda no Congresso
Quatorze deputados federais assinaram projeto de lei que propõe a redução do recolhimento obrigatório do FGTS por parte das empresas.
Atualmente, o percentual é de 8 por cento. Os parlamentares querem reduzir para 4 por cento.
E não é só.
Também propõem que as empresas deixem de pagar a contribuição patronal para a Previdência Social (INSS) referente a novos funcionários contratados depois da implementação da regra do fim da escala de trabalho 6×1.
A lembrar, que o Senado ainda precisa aprovar o fim da 6×1.
Na Justiça
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina vai julgar, dia 3 de junho, quarta-feira, ação movida pelo Ministério Público de Santa Catarina que questiona a reforma administrativa feita pela Prefeitura de Joinville no ano passado.
A ação do MP questiona, especialmente, o aumento salarial de secretários municipais, com acréscimo superior a 30 por cento.
A Câmara de Vereadores aprovou o projeto.
O Censo e a desigualdade
O Censo de 2022 (últimos dados oficiais do IBGE) revela a desigualdade de renda em Joinville, por bairros.
Dois bairros se destacam. Os moradores do Centro recebiam R$ 19.237,00 por mês, em média. E os do
Atiradores R$ 16.400,00.
Entre os bairros mais pobres, no Fátima, a renda média era de R$ 1251,00 e no Paranaguamirim somava R$ 1451,00.
Isso significa uma diferença superior a doze vezes entre os que ganhavam mais dos que ganhavam menos.
Sim.
Os números são de seis anos atrás. Certamente mudaram os valores, mas mudou a lógica nestes quatro anos? Certamente não.
Dados recentes
A PNAD Continua (IBGE 2025) mostra que, no Brasil, os dez por cento mais ricos ganham 13,3 vezes mais do que os quarenta por cento mais pobres.
O rendimento domiciliar per capita dos 40 por cento mais pobres foi de R$ 663,00, no ano passado.
E, por incrível que possa parecer, este valor é o maior da série histórica: 37 por cento superior ao verificado em 2019.
A maior desigualdade ocorre junto com a expansão da renda média: em 2025 foi de R$ 3.367,00. Alta de 5,4 por cento em relação ao ano anterior.
Rotatividade crescente
Os jovens, de 18 a 29 anos, respondem por mais de 40 por cento dos pedidos voluntários de demissão nas empresas.
Eles ficam, em média, 12 meses trabalhando no mesmo lugar.
Estudos variados mostram: os jovens querem flexibilidade, bem estar, preservar saúde mental, maiores salários. Rejeitam pressão das chefias e ambiente tóxico.
As informações são de relatório do Caged.

FRASE
“Espero que em dois a três anos todo mundo fique sem precisar fazer a declaração de Imposto de Renda”.
(ministro da Fazenda Dario Durigan)













