Autoridades, empresários e técnicos vão debater os rumos para o desenvolvimento regional no evento “O Norte encontra o Norte”. Será na segunda feira, dia 30 de março, na Associação Empresarial de Joinville.
Nesta segunda edição, temas em pauta vão desde elaboração de projetos, captação de investimentos; aspectos da reforma tributária e seus impactos sobre a arrecadação dos municípios.
Outro assunto sempre bastante discutido será objeto de painel: mobilidade e infraestrutura, que certamente é o maior gargalo para o desenvolvimento de Santa Catarina.
Em ano eleitoral, o salão nobre da ACIJ vai ficar pequeno.
Foto: ACIJ/Divulgação.
Problema crônico
Um dos mais sérios problemas para a sociedade catarinense é a baixa cobertura de esgoto tratado. Na semana passada, o Instituto Trata Brasil apresentou novo relatório sobre disponibilidade de água e esgoto nos municípios brasileiros.
O estudo mostra que, em Joinville, somente 38,8 por cento da população tem esgoto tratado. Significa dizer que seis em cada dez habitantes da mais rica cidade catarinense ainda vivem em condições de saneamento absolutamente inaceitáveis.
Estamos em 2026. Não em 1950.
A prefeitura diz que os dados do Trata Brasil- de 2024 – são defasados. E que há 50 por cento de esgoto tratado no município.
A polêmica do porto continua
A construção do Porto Brasil Sul na região do Sumidouro (entre as praias do Forte e do Capri, em São Francisco do Sul) voltou ao debate público.
De um lado, os empreendedores jogam seu peso econômico e político ao apresentarem o projeto de R$ 6 bilhões a deputados estaduais na Assembleia Legislativa. O lobby tem força.
De outro, a comunidade se mobilizou, em abraço simbólico na praia do Forte, gritando “fora Porto”.
Por ora, o Instituto de Meio Ambiente (IMA), órgão do governo do Estado, já concedeu a licença ambiental prévia para o empreendimento, que vai afetar o meio ambiente.
Os opositores querem realização de mais audiências públicas. E o Ministério Público questiona vários pontos do projeto.
Área de preservação do Sumidouro – Foto: Prefeitura de São Francisco do Sul.
Teto maior para MCMV
Aumentou o valor do teto para pedir financiamento para construção de imóvel via programa Minha Casa, Minha Vida.
Na faixa 4, por exemplo, destinada a classe média, a renda mensal tem de ser de pelo menos 13 mil. Aí se consegue financiamento de até R$ 600 mil.
Promessa
O banco Mercado Pago faz intensa propaganda na tv, já há alguns meses. O anúncio promete remunerar investimentos em 140 por cento do CDI. Aplicações em bancos grandes pagam, no máximo, 110 por cento do CDI.
A taxa oferecida pelo Banco Mercado Pago está desalinhada da média do que o sistema financeiro paga habitualmente.
Risco
A agência de classificação de risco S&P rebaixou o rating da Tupy. De br AA + para AA. Analistas estão atentos a fatores como endividamento e resultados operacionais.
Forte exportadora, a multinacional sediada em Joinville é muito exposta a fatores da conjuntura global.
Frase
“As razões são geopolítica e de instabilidade internacional”.
Diretoria do BNDES explicando a Medida Provisória que concede R$ 15 bilhões em empréstimos a empresas exportadoras.