Câmara de Joinville aprova moções por ampliação do Hospital Regional e desocupação de imóvel

Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ

Documentos serão encaminhados ao Governo do Estado e à Secretaria do Patrimônio da União com pedidos nas áreas da saúde e da gestão patrimonial

A Câmara de Vereadores de Joinville aprovou, duas moções que tratam de demandas nas áreas da saúde pública e da gestão de patrimônio federal. Os documentos serão encaminhados aos órgãos competentes para análise.

Uma das moções solicita ao Governo de Santa Catarina e à Secretaria de Estado da Saúde a elaboração e execução de um projeto de ampliação do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, com a implantação de pelo menos 100 novos leitos.

De autoria da Comissão de Saúde, a Moção nº 682/2026 justifica o pedido pela superlotação da unidade e pelos frequentes cancelamentos de cirurgias eletivas. Segundo o documento, um dos principais problemas é a falta de anestesiologistas, o que exige o remanejamento desses profissionais para atendimentos de urgência e emergência.

Os vereadores defendem que a ampliação da estrutura física e o reforço no quadro de profissionais são medidas necessárias para reduzir a demanda reprimida e melhorar o atendimento aos pacientes de Joinville e da região Norte e Nordeste de Santa Catarina.

No mês passado, integrantes da Comissão de Saúde realizaram uma visita ao Hospital Regional após receberem relatos de pacientes. Na ocasião, a direção da unidade informou que havia apenas cinco anestesiologistas em atividade e que seriam necessários mais quatro para atender à demanda. Posteriormente, a Secretaria de Estado da Saúde informou que convocou 19 profissionais aprovados em concurso, dos quais sete já iniciaram as atividades.

Vereadores pedem desocupação de imóvel federal

A Câmara também aprovou a Moção nº 684/2026, de autoria do vereador Alisson (Novo), que solicita à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) a adoção de medidas para desocupar um imóvel federal localizado na rua Aquidaban, no bairro América.

Segundo o parlamentar, o imóvel foi ocupado de forma irregular, sem autorização ou respaldo legal. O texto afirma que a falta de providências pode gerar insegurança jurídica, desvalorização do patrimônio público e impactos para a segurança dos moradores da região.

A moção pede que a SPU adote medidas para recuperar a posse do imóvel e definir uma destinação adequada para o espaço.

As duas moções têm caráter de manifestação institucional e serão encaminhadas aos órgãos responsáveis, que poderão analisar as solicitações apresentadas pelos vereadores.

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