Ação cumpriu 16 mandados de busca, apreendeu aves e documentos falsos e resultou no sequestro de um imóvel
A Delegacia de Proteção Animal (DPA) de Joinville prendeu quatro pessoas durante uma operação contra o tráfico de animais silvestres realizada nesta semana. Três suspeitos foram presos em flagrante e um homem teve a prisão preventiva cumprida por determinação da Justiça.
Batizada de “Anilha Profana”, a operação mobilizou cerca de 60 policiais civis de Joinville e de outras regiões de Santa Catarina. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão.
Durante a ação, os policiais apreenderam três psitacídeos, duas araras-canindé e um papagaio-verdadeiro, além de diversas aves passeriformes.
Segundo a Polícia Civil, equipes que cumpriam mandados em imóveis de tutores de psitacídeos receberam documentos falsos, entre eles notas fiscais e certificados de origem utilizados para tentar comprovar a procedência legal das aves. Em razão da apresentação desse material, duas mulheres e um homem foram presos em flagrante.
Principal investigado teve imóvel sequestrado
A prisão preventiva foi cumprida contra o principal alvo da investigação, apontado pela Polícia Civil como responsável pelo comércio ilegal de animais silvestres e pela venda de documentos fraudulentos para dar aparência de legalidade a animais retirados da natureza.
De acordo com a investigação, o suspeito já havia sido preso anteriormente pela Delegacia de Proteção Animal por envolvimento com o tráfico de animais silvestres em Joinville e região. A Polícia Civil também informou que ele possui antecedentes criminais por roubo no estado de São Paulo.
Além da prisão preventiva, o Juízo das Garantias de Joinville determinou o sequestro de um imóvel pertencente ao investigado.
A investigação continua para identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso, especialmente envolvidos na comercialização de anilhas falsificadas e na documentação irregular de animais silvestres.
Os presos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.












