Joinville sai do alto risco de dengue após cinco anos e reduz focos do Aedes aegypti

Foto: Prefeitura de Joinville/Divulgação.

Depois de cinco anos em alerta máximo, Joinville começa a mudar o cenário da dengue. Dados do último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) apontam que o município saiu da classificação de alto risco e passou a integrar a faixa de médio risco para epidemias de dengue, zika e chikungunya, a melhor condição registrada no período.

Além da mudança de classificação, o levantamento revelou uma redução significativa nos focos do mosquito. Em 2026, foram identificados 269 focos do Aedes aegypti, número 35% menor do que o registrado no ano passado, quando foram contabilizados 415.

O estudo mobilizou 70 profissionais da Vigilância Ambiental, que vistoriaram 5.874 imóveis em todas as regiões da cidade. O Índice de Infestação Predial (IIP), que mede a porcentagem de imóveis com presença de focos do mosquito, ficou em 3,9%. Embora represente avanço, o índice ainda enquadra Joinville em situação de médio risco, segundo os parâmetros do Ministério da Saúde, responsável pela metodologia do LIRAa.

Para a diretora de Vigilâncias da Secretaria da Saúde, Maria Cristina Willemann, os números indicam progresso, mas exigem cautela. “O cenário de 2026 aponta redução, mas também reforça que as ações contínuas realizadas no município precisam ser mantidas. Isso envolve o papel da Vigilância Ambiental e também o da população”, avalia.

Entre as estratégias adotadas pela Prefeitura estão mutirões nos bairros, vacinação, campanhas educativas como o programa “Dez Minutos Contra a Dengue” e a implementação do Método Wolbachia, técnica que utiliza mosquitos com a bactéria Wolbachia para reduzir a transmissão de vírus.

Foto: Prefeitura de Joinville/Divulgação.

O levantamento também identificou que os principais criadouros seguem sendo pequenos depósitos móveis e recipientes descartáveis, como lixo e entulhos, encontrados principalmente em áreas residenciais. O dado reforça a importância da participação da comunidade no combate ao mosquito.

Para auxiliar os moradores, a Prefeitura disponibiliza em seu site um roteiro de vistoria com checklist para acompanhamento periódico das inspeções domiciliares.

Apesar do avanço, as autoridades reforçam que o cenário ainda exige vigilância constante. A redução dos índices representa um passo importante, mas o controle da dengue depende da manutenção das ações públicas e, principalmente, do engajamento da população na eliminação de criadouros.

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