Foto: Gabriel Bazt.
Última ação especial da exposição “Campo de Forças: Corpo, Linha e Mancha”, celebra o sucesso da mostra individual do artista visual Jean Smekatz, com curadoria de Deise Oliveira no Instituto Internacional Juarez Machado, numa manhã de dança performática, com título homônimo a exposição.
No dia 26 de julho, sábado, às 11h, acontece a última programação especial da exposição individual “Campo de Forças: Corpo, Linha e Mancha”, e também como programação paralela do 42º Festival de Dança de Joinville, o artista visual e performer Smekatz fará uma intervenção artística homônima ao título da exposição, reforçando sua ligação com a dança, sendo que em 2023, o artista apresentou o aclamado projeto “Trabalho de Corpo”, com performances em locais simbólicos na cidade de Joinville como; o Museu de Arte de Joinville, Museu Nacional de Imigração e Colonização e Museu Arqueológico de Sambaqui.
A partir de obras que articularam diferentes modalidades artísticas, como dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc., desafiando as classificações habituais e questionando sua própria definição. O rompimento das barreiras entre arte e não-arte, assim como as relações entre arte e vida cotidiana, constituíram-se como preocupações centrais para a arte performática (como também para outras vertentes da arte contemporânea, como, por exemplo, arte ambiente, arte pública, arte processual, arte conceitual, land art, etc.), o que permite flagrar sua filiação às experiências realizadas pelos surrealistas e, sobretudo, pelos dadaístas.
É nessa linhagem que se localizam as performances realizadas por Jean Smekatz, artista visual e performer com experiências nas áreas da dança e teatro, incentivados pelo trabalho da renomada atriz-dançarina, performer e professora de dança Marta Soares, que assinou a curadoria do projeto “Trabalho de Corpo”, já apresentados com grande sucesso, em 2023 e 2024
Durante a participação de cursos livres em artes visuais, e após abandonar a dança profissional, por lesões graves sofridas, Jean Smekatz sentiu-se especialmente atraído pela arte minimalista e pela arte performática. A partir dessas experiências Smekatz passa a desenvolver performances multidisciplinares compostas por elementos de dança, artes visuais e moda, com atenção especial aos figurinos e à utilização de tecidos tingidos ou manchados com pigmentos como objetos cênicos, os quais sintetizam de forma coerente suas trajetórias de vida e artística.
Após a performance de sábado (26), a mostra seguirá em cartaz até o dia 2 de agosto, e conta com mais de 30 obras, em sua maioria óleo sobre tela, desde pinturas de grandes formatos até obras menores. O artista propõe uma imersão nas camadas vitais do gesto como ato primordial de criação. Sua obra, situada no cruzamento entre pintura, performance e dança, desdobra-se como um organismo em constante metamorfose, onde o corpo não ocupa o espaço, mas o constitui, transformando tela, tempo e matéria em um campo de tensões que oscila entre permanência e dissolução. O projeto foi financiado pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (SIMDEC), da Prefeitura Municipal de Joinville.
Receba notícias em seu celular pelo grupo de WhatsApp do jornal Folha MetropolitanaCurta nossa página do Facebook e siga-nos no Instagram












