Coluna Jura Arruda

Digitus impudicus

Li esta manhã sobre o gesto de apontar o dedo do meio para alguém, como fez o nefasto imperador do norte. Pensava este pacífico escritor, que em momentos muito específicos já usou do expediente para agredir, que o ato fosse contemporâneo, no máximo, nascido na fúria contida de um comunista diante de um opaco Ustra. Nada! Quem levantou o dedo do meio pela primeira vez, numa atitude de agressão foi um filósofo. Diógenes de Sínope o fez em direção a Demóstenes, orador e político grego, talvez porque este tivesse argumentos que o outro, sem capacidade de debater, reduziu a conversa a um “Vá se f…!”, ou porque o filósofo estivesse “por aqui” de políticos. O fato é que… filósofo, meus caros! Filósofo!

Fui além, curioso e enxerido que sou, e me coloquei a pensar sobre os xingamentos mais comuns, os que costumamos usar no dia a dia, mesmo quando não dirigido a alguém. Isso também é uma pesquisa cultural, acreditem. O que minha pesquisa nada científica mostrou? Que o sexo é a base. Veja: “Vá se f…!”, “Vá tomar no…!”, “Vá para a p…!”, “Filho da…”, “Poxa!” (você entendeu), Carvalho” (você também entendeu). Diante disso, assunto para outra crônica, precisamos entender a importância do sexo, ou a obsessão humana pelo assunto, e tratarmos. Ou fazermos. 

Imagino muitos filósofos, agora, diante da tela me oferecendo seu digitus impudicus. Isso é até gozado. Ops!

Presenças confirmadas

O Festival Literário de Santa Catarina, antes Feira do Livro, confirmou esta semana as presenças de Flávia Lins e Silva e Ilan Brenman. Ela, escritora infanto-juvenil, com destaque para a coleção Os detetives do Prédio Azul. Na TV, foi roteirista do Sítio do Pica-pau Amarelo; ele, autor de mais de 80 livros infantis, infanto-juvenis e para o público adulto. Brenman foi o primeiro autor a vencer dois jabutis no mesmo ano, em 2024, com Cabo de Guerra, nas categorias Livro Infantil e Melhor Ilustração. Eu gostei demais. E você?

Vai abrir!

Após o recesso de final de ano, o Instituto Internacional Juarez Machado, em Joinville, retoma atividades neste sábado (17), das 9 às 18 horas, com quatro exposições em cartaz e atividades interativas de caça-ao-tesouro, com recompensas para quem encontrar elementos dentro do acervo, e também uma ação de pintura de desenhos do artista joinvilense. 

Até o dia 31 de janeiro, o público poderá conferir duas exposições em cartaz no Instituto. Uma delas é a “Juarez e Eu”, fruto de uma campanha que reuniu fotos do Juarez com diversos fãs, amigos, famosos e familiares, que encaminharam ao instituto memórias de momentos com o artista. A outra é “Presenças Insurgentes: Corpos, Territórios e Memórias”, que faz parte do Projeto Além das Margens. Trata-se de uma exposição com a curadoria de Sergio Adriano H, com os artistas: Abdias do Nascimento, Antônio Pulquério, da Silva, Peter de Brito, Priscila Rezende, Renata Felinto, Soberana Ziza, Tauan Gon e Valda Costa. 

Além disso, é possível visitar duas exposições permanentes: “C´est la Vie”, que reúne obras de Juarez Machado, e “Casa da família Busch-Machado”, com objetos pessoais da família e do artista, assim como algumas de suas obras. Lembrando que o instituto, localizado na antiga casa da família, fica na rua Lages 994, bairro América, em Joinville.

Foto: IIMS/Divulgação.

Jura Arruda

Escritor quando dá, editor no horário comercial, dramaturgo quanto tem ideia, roteirista quando pedem. Gosta de cozinhar, mas anda com restrições alimentares; torcedor do São Paulo F.C., o que não chega a ser um alento nos dias atuais; visita as redes sociais, mas prefere livros e filmes, principalmente em noites de chuva.

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