Para que servem os patinetes elétricos? Resposta: para aumentar o caos no já caótico trânsito em Joinville.
A pretexto de melhorar a micromobilidade, estes equipamentos atrapalham. As aulas nas escolas e faculdades voltaram. E, com elas, muitos adolescentes, menores de idade, circulam com patinetes sem nenhum cuidado. E não só eles. Até mesmo adultos levam outra pessoa na “garupa”, o que é proibido.
Fiscalização, claro, não há.
Gente com patinetes no contrafluxo dos veículos; andando de patinete nas calçadas são apenas dois exemplos de irresponsabilidade.
A convivência dos 2500 patinetes, espalhados por toda a cidade, com motocicletas, bicicletas, carros e ônibus provoca problemas variados.
Foto: Divulgação.
Joinville é uma cidade plana, que nunca teve planejamento urbano. Apenas foi “organizada” para os carros.
A “cidade para as pessoas” é só o nome de um livro escrito por um urbanista europeu. Aqui esta frase não faz o menor sentido.
A lógica de um ambiente civilizado é priorizar: 1. O pedestre; 2. Os ciclistas; 3. O transporte público; 4. Os demais meios de transporte.
Em Joinville, há 497 mil veículos e 665 mil habitantes, segundo os dados oficiais mais recentes.
Essa realidade traz congestionamentos em dezenas de ruas. Com os patinetes, serão inúmeros os acidentes.
Na prática, os pedestres, em especial idosos e pessoas com deficiência, estão sendo punidos por serem pedestres ou pessoas com deficiência, porque há centenas de pessoas com patinetes ocupando espaços indevidos.
Em Joinville, a “cidade para as pessoas” é só uma ficção. E a promessa de sustentabilidade no trânsito é apenas uma ilusão.
A confusão no trânsito ajuda a três categorias: os donos do negócio de patinetes; os médicos ortopedistas (porque haverá muitos acidentes) e os advogados, que serão acionados para defender envolvidos nestes acidentes.
Onde estão as startups
Santa Catarina é o estado com o segundo maior número de startups do país: são 2239, de um total nacional de 22.869 empresas deste tipo no país.
Florianópolis aparece na segunda colocação entre as cidades brasileiras com mais startups. Só perde para São Paulo.
Na região Sul do Brasil concentram-se 20 por cento do total do país. O Sudeste lidera, com 36 por cento; e o Nordeste avança, agora com 26 por cento.
Os dados são do Sebrae Startups Report Brasil 2025.
Logística em alta
Com demanda crescente, empreendedores estão construindo mais galpões para locação de negócios e depósito de mercadorias.
No último trimestre, foram entregues 75 mil metros quadrados de galpões de alto padrão em Santa Catarina.
O total só não é maior do que o verificado no Estado de São Paulo, mas já supera o de Minas Gerais.
A expansão do e-commerce explica a situação. Para 2026, a projeção é aumento de dez por cento no estoque.
No Sul do Estado de Santa Catarina, a Mercado Livre vai inaugurar novo centro de distribuição em Criciúma. E isso é só um exemplo.
Mercado de luxo
O Garten Shopping sedia, nestes dias 25 e 26, evento que vai debater tendências do mercado de produtos de luxo.
Frase
“Não é normal um preso decidir o futuro do país por meio de voto”.
Guilherme Derrite, deputado federal PP-SP, referindo-se aprovação do projeto de lei anti facção na Câmara de Deputados.