Parte dos serviços públicos prestados pela prefeitura de Balneário Piçarras foram prejudicados em razão da paralisação dos caminhoneiros nas rodovias catarinenses, nesta segunda, 31, e terça-feira, 1º. Se as manifestações se mantiverem até quinta-feira, o governo municipal prevê falta de água mineral, combustíveis para frota e merenda nas escolas.
Na Secretaria de Saúde, o mutirão de pediatria marcado para acontecer dia 31 de outubro, das 13h30min às 17h, foi adiado, pois os médicos não conseguiram chegar a cidade. Os atendimentos de fisioterapia, ginecologia, pediatria e odontologia também estão prejudicados porque os profissionais residentes em cidades vizinhas foram impedidos de circular na BR-101, pelos manifestações. Parte dos enfermeiros que atendem nas UBS e no Pronto Atendimento 24 horas também não chegou a Balneário Piçarras.
O caso mais grave envolvendo a Saúde aconteceu em Biguaçu, quando um veículo plotado com o nome da secretaria e o brasão da prefeitura foi apedrejado por manifestantes. O veículo levava pacientes em tratamento para Florianópolis. Não houve feridos.
A Secretaria de Obras registrou o atraso na chegada de materiais, como paver, areia e tubos. E as obras de drenagem que estão ocorrendo em todos os bairros da cidade, foram suspensas. Segundo o secretário de Obras, Orli Carlos Ferreira Júnior, se a situação não se normalizar até quinta-feira, as demais obras serão paralisadas.
Já na Educação, o problema é o atraso na entrega de merenda. Até a tarde desta terça-feira, está pendente de entrega peixe, carne suína e peito de frango. A empresa fornecedora afirmou que não há previsão de entrega. Os hortifrútis que não foram entregues na segunda-feira (data normal), chegaram nesta terça.
A entrega de cestas básicas na Secretaria de Assistência Social também foi afetada pela paralisação dos caminhoneiros. Segundo o secretário Dorval Vieira de Oliveira, não previsão da chegada as 50 cestas básicas entregues semanalmente e repassadas às famílias carentes cadastradas no CREAS de Balneário Piçarras. Segundo Dorval, também não chegaram os galões de água mineral previstos para o abrigo, onde estão residindo 11 crianças. A água será reposta com bombonas ainda disponíveis na secretaria de Saúde.
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