Estudo feito pela Nielsen demonstra que a crescente utilização das canetas emagrecedoras (Monjauro e Ozempic) modificou os hábitos dos consumidores na hora de fazer compras em supermercados. Nove entre dez usuários das canetas mudaram seu padrão alimentar.
No médio prazo, os usuários das canetas vão deixar de comprar produtos para combater obesidade e o colesterol alto.
Cinco por cento da população adulta brasileira já faz uso do Monjauro ou do Ozempic. Cada aplicação (semanal, normalmente) custa 1600,00, em média.
95 por cento da classe A/B já usa ou afirma que quer usar as canetas.
Essa nova situação afeta os negócios em algumas categorias de produtos nos supermercados. Há impactos negativos sobre chocolates, biscoitos, doces, bolos, pães, refrigerantes, cervejas.
Em compensação, a venda de ovos, carne bovina, carne magra, suplementos alimentares, frutas, verduras, legumes e água mineral são beneficiados.
A ABRAS já confirma: os espaços para energéticos sem açúcar, cresceram 62 por cento nas gôndolas.
Outra constatação: o carrinho de compras está menor: oito por cento menor do que no ano passado. Neste ano, os itens saudáveis aumentaram 11 por cento na comparação com 2025.
Um desdobramento econômico da entrada dos genéricos das canetas emagrecedoras é esperado a partir de 2027: a massificação de uso das canetas, por conta da redução de seu preço, ainda proibitivo para a maioria das pessoas.
Neste ambiente, os supermercados precisarão rever a exposição de produtos a venda; e o varejo deverá se apoiar na indústria para trazer produtos mais saudáveis.
E até mesmo a comunicação do que está sendo vendido precisará ser mais direta. O supermercadista deverá ser claro e explicar quais são os benefícios de umproduto “rico em proteínas”, ou “rico em colágeno” ou “com reposição com eletrólitos”.
Um outro estudo: “Da compra até a confiança – panorama do e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2026” mostra:
De janeiro a junho de 2026, as vendas das canetas emagrecedoras aumentaram em 213 por cento na comparação com o.mrsmo período de 2025.
Só esse mercado específico movimentou R$ 6,1 bilhões.
Relatório do banco BTG Pactual projeta que os negócios globais com medicamentos baseados em GLP1 vai chegar a 73 bilhões de dólares neste ano.
Foto: Divulgação.
Joinville vai crescer para o Norte
Há alguns anos, foi aprovada a criação da área de expansão urbana Sul como forma de dar impulso ao aumento populacional e viabilizar negócios industriais e comerciais na região
Isso ainda está em andamento. É.mesmo um processo lento e demorado
Agora, chegou a vez do Norte de Joinville. Comissão da Câmara de Vereadores de Joinville aprovou projeto da prefeitura que prevê incorporar 28,3 quilômetros quadrados ao espaço urbano, saindo da zona rural.
Essa vasta área a ter seu uso modificado inclui a Fazenda Pirabeiraba e a Fazenda Cubatão.
Significa dizer que esta futura expansão urbana irá até bem próximo aos limites com o município de Garuva.
Com a nova legislação urbanística, lá será possível construir imóveis para uso residencial, empreendimentos de logística, ainda que garanta faixas para preservação ambiental.
O texto do projeto também cria a área de expansão urbana Caminho Curto, com 59,3 km2.
Então, no total, as duas novas áreas vão ampliar o espaço urbano em 87,6 quilômetros quadrados.
Os donos destas áreas vão ficar bem mais ricos.
O primeiro calçadão
Em 1972, o então prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, construiu o primeiro calçadão da rua XV de Novembro, bem no centro da cidade. Fez a obra em 72 horas – de sexta feira a domingo.
Por que? Porque os comerciantes eram contra a ideia.
Lerner anteviu o futuro e, com um ato simples, viabilizou uma fração do que hoje se chama “cidade para as pessoas”.
Em Joinville, em 2026, onde temos mais do que 500 metros lineares sequenciais para os pedestres?
Frase
“Nem todo tipo de dívida é um problema. Ele se torna um problema quando é usado para algo que não se transforma em ativo e ainda envolve juros altos”.