O inesperado
Gritava o treinador a tática do jogo, os movimentos exatos de defesa e ataque. “Quando tiver a bola, abre o jogo, avança pela lateral, Zezinho, apoia pelo meio. Na linha de fundo…” Dico, o mais novo, ouviu tudo muito atento. Cada movimento treinado exaustivamente estava decorado e pronto para ser realizado, mas o improviso gritava mais alto que o treinador, e isso lhe valeu a artilharia do campeonato.
Este miniconto brotou na oficina Lavra-Palavra, da escritora peruana Glória Kirinus, que abordou o tema futebol. Lendo-a agora, me parece um bom retrato do que anda faltando ao futebol brasileiro, a ginga e o improviso, deixados em segundo plano pela organização tática e disciplina quase militar.
Tem mais Lavra este mês
A oficina de Glória Kirinus acontece duas vezes por mês. Em julho, a primeira ocorre virtualmente nesta quinta (9), às 20 horas, com o tema “O currículo do Não”. Para se inscrever, preencha o formulário neste link: https://forms.gle/Djbxw6DQJShwFSAH6. O valor de inscrição é de R$ 90,00.
Joinville não tem o que fazer…
Mas tem:
> Pianístico. A nona edição do festival já tem definida a atração de abertura. O evento acontece de 22 a 27 de setembro, em Joinville, quando pianistas brasileiros e de várias partes do mundo sobem aos palcos para uma maratona de concertos. Serão 15 espetáculos, além de workshops e masterclasses, na grade principal do evento. Para completar, o projeto de educação musical do Pianístico passeia por escolas públicas e artistas locais se apresentam em lojas, restaurantes e padarias na ação denominada “Pianos pela cidade”. Todas as atrações têm acesso gratuito.
A programação completa será divulgada em agosto, no lançamento oficial. O concerto de abertura, marcado para 22 de setembro, às 20h30, traz uma das vozes mais importantes da música ibérica: o espanhol Marco Mezquida, 37 anos, que conta com mais de 100 álbuns e cerca de 20 premiações em uma carreira internacional que o levou a cerca de 40 países.

> Lançamento de poemas de Katherine Mansfield, no Instituto Internacional Juarez Machado. a obra “Quando fui pássaro” é a primeira antologia brasileira de poemas da autora. O evento gratuito vai reunir especialistas para discutir a obra da escritora modernista que viveu de 1888 a 1923. A programação será mediada pelo poeta e professor Eduardo Silveira e contará com a participação da tradutora e pesquisadora Katherine Funke, organizadora da obra e especialista em Mansfield, além das professoras Taiza Rauen Moraes, coordenadora do Programa de Incentivo à Leitura (Proler) da Univille, e Rita Pabst Martins, mestre em Educação e escritora. O lançamento será neste sábado (11), das 10 às 12 horas. O ingresso é gratuito e o livro estará à venda por R$ 60,00. O Instituto Internacional Juarez Machado – rua Lages, 994, no bairro América.

> Teatro na Amorabi, com o espetáculo “João e o pé de feijão”, da EssaÉ Cia. A peça narra a história do menino João que, depois que roubaram a Harpa da Alegria, que vivia no Vale Feliz e tudo entristeceu por lá, ele decide vender sua vaquinha para comprar comida para a família, mas acaba trocando-a por três feijões mágicos que germinam e crescem até as nuvens. Subindo pelo pé-de-feijão, João, corajosamente, consegue resgatar a Harpa e ainda libertar a Galinha dos Ovos de Ouro, trazendo de volta a alegria ao Vale Feliz. A apresentação acontece nesta sexta-feira (10), às 20 horas e a entrada é grauita. A peça contará com intérprete de Libras. O Ponto de Cultura Amorabi fica na rua dos Esportistas, 510, no bairro Itinga.
Escritor quando dá, editor no horário comercial, dramaturgo quando tem ideia, roteirista quando pedem. Gosta de cozinhar, mas anda com restrições alimentares; acredita no ser humano, mas às vezes não; visita as redes sociais, mas prefere livros e filmes, principalmente em noites de chuva.












