Investigação aponta que advogado usou prerrogativas da profissão para introduzir dispositivos usados como telefone por detentos
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina deflagrou nesta quarta-feira, 22, a Operação Cavalo de Tróia, com foco na entrada irregular de cinco smartwatches no Complexo Penitenciário de Joinville. A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão, cinco em Joinville e um em Blumenau, e prendeu uma pessoa em flagrante com medicamentos de origem estrangeira sem registro na Anvisa.
A investigação, iniciada a partir de informações da direção da unidade prisional repassadas à 13ª Promotoria de Justiça de Joinville, aponta que um advogado usou suas prerrogativas profissionais para acessar o complexo e esconder os dispositivos na sala da OAB. Os relógios seriam recolhidos por presos em regime de regalias e distribuídos a outros detentos, que os utilizavam como telefone.
As apurações identificaram que o advogado atuava com uma sócia. Os dois funcionavam como intermediários de uma organização criminosa, transmitindo recados entre membros ou usando suas prerrogativas para viabilizar comunicação entre detentos. Um policial militar também aparece na investigação, suspeito de repassar informações sigilosas dos sistemas de segurança pública aos investigados.
A operação contou com apoio do 1º Batalhão de Pronta Resposta (BPR) de Joinville e da Polícia Penal. Os materiais apreendidos seguem para perícia na Polícia Científica. A investigação tramita em sigilo.













