Quem manda no Estado de Santa Catarina são os catarinenses. Principalmente aqueles que detém o poder econômico e os políticos eleitos por seu intermédio, que têm histórico de atuação parlamentar consagrada aos interesses do Estado.
Essa é a mensagem clara que a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, a poderosa e super influente FIESC, emitida contra a intenção de Carlos Bolsonaro, atual vereador no Rio de Janeiro, disputar uma vaga para o Senado, por Santa Catarina, em 2026.
Da mesma forma, o grupo editorial Notícias do Dia fez editorial virulento contra a pretensão da família Bolsonaro utilizar SC como trampolim político para as suas ambições.
Nunca vimos manifestações dessa natureza, tão explícitas, quer de entidades empresariais, quer de órgão de comunicação.
Para além das evidentes preferências por candidatos de direita, (afinal mais de 70 por cento dos catarinenses votaram em Jair Bolsonaro na última eleição presidencial), o que agora fica claro é a insubmissão das lideranças estaduais a forasteiros desconectados com a realidade local.
A rigor, os financiadores de campanhas eleitorais já têm seus candidatos preferidos. E os conhecem muito bem.
A rejeição a Carlos Bolsonaro como possível candidato ao Senado deverá ter consequências. A mais imediata será uma rápida articulação de nomes de potenciais candidatos da direita junto ao empresariado.
O que está em jogo é a garantia de que “nenhum aventureiro” venha abocanhar fatia do poder em Santa Catarina, sem ter nenhum compromisso em lutar pelas causas do Estado no âmbito.federal.

Porto é assunto na Justiça
O projeto de construção do Porto Brasil Sul na região do Sumidouro, em São Francisco do Sul, continua rendendo polêmica.
O WorldPort, grupo empresarial que planeja erguer sete terminais portuários entrou com ação judicial, dia 27 de maio deste ano, para tentar anular efeitos de decreto da prefeitura de São Francisco do Sul, que criou área de conservação ambiental naquela região, entre as praias do Forte e Capri.
O embate entre o desejo dos empresários e os órgãos ambientalistas ainda promete muitos capítulos.

Dragagem
As propostas de interessados em disputar a concorrência para obras de dragagem do canal externo da Baia da Babitonga deverão ser apresentadas no mês de julho deste ano. A licitação foi iniciada em março. E, se nada der errado, o começo das obras poderá ocorrer em novembro.
O custo estimado total vai a R$ 324 milhões.
Frase
“A elevação da taxa de juros Selic para 15 por cento ao ano é injustificável e vai sufocar a economia”.
(Comunicado da Confederação Nacional da Indústria)
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